03 Mar
Que dia é hoje?

Dia Mundial da Vida Selvagem

A existência de vida selvagem nas cidades é um fator cada vez mais valorizado do ponto de vista da qualidade de vida. É sobretudo nos espaços verdes urbanos, como parques, jardins e margens de rios e ribeiras que a vida selvagem encontra abrigo, alimento e local de reprodução nas cidades. Estes locais funcionam como corredores ecológicos para muitas espécies, permitindo-lhes deslocar-se entre diferentes áreas, sendo também usados como locais de refúgio e descanso durante as migrações. E foi, provavelmente, numa destas paragens de reabastecimento e descanso, durante a viagem de regresso aos locais de reprodução, no norte da europa, que foi avistada uma pequena Felosa-de-Pallas (Phylloscopus proregulus) nos Jardins do Palácio de Cristal. Este é apenas o 5º registo de avistamento desta espécie em Portugal Continental.

Mas a vida selvagem nas cidades pode ser encontrada em locais mais inusitados, como foi o caso de uma colónia de Andorinhão-da-serra (Apus unicolor), que construiu o ninho nas caixas de estore de um edifício na Baixa da cidade do Porto. Embora o seu estatuto de conservação não seja preocupante, a cidade do Porto é o único local com nidificação confirmada para esta espécie em Portugal continental. Graças à intervenção do Município do Porto e do promotor imobiliário que está a efetuar a recuperação do edifício, esta colónia poderá manter e regressar a este importante local de nidificação por muitos mais anos.

O estatuto de conservação de uma espécie é uma medida que indica a probabilidade de sobrevivência dessa espécie no presente e no futuro próximo. Esta avaliação baseia-se em fatores como o tamanho atual da população, tendências demográficas e ameaças, especialmente relacionadas com a perda de habitat natural. Este indicador foi proposto pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que desenvolveu a Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas, que classifica as espécies em diferentes categorias de risco: Extinta (EX), Extinta na Natureza (EW), Criticamente em Perigo (CR), Em Perigo (EN), Vulnerável (VU), Quase Ameaçada (NT), Pouco Preocupante (LC), Dados Deficientes (DD), Não Avaliada (NE).

Saiba mais sobre o estatuto de conservação das espécies de vertebrados portuguesas no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal .

 

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